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  • Mercado de microcrédito produtivo aquecido

    08/11/2013 11:05



O mercado de microcrédito produtivo — voltado para o financiamento de pequenos negócios por empreendedores de baixa renda — experimenta um dos maiores crescimentos dos últimos anos. Segundo dados do Banco Central, o saldo de microcrédito para pessoas físicas saltou de R$ 3,06 bilhões em agosto do ano passado para R$ 4,15 bilhões em agosto deste ano, um aumento de 35,8%.

A Finsol, terceira maior operadora de microcrédito do País, com sede no Recife, vem registrando números ainda mais positivos. De janeiro a agosto deste ano, a carteira de crédito da instituição registrou um crescimento de 52%. O volume de recursos emprestados aos microempreendedores de todo o Nordeste passou de R$ 64 milhões para R$ 100 milhões e o número de clientes atendidos, de 55 mil para 63 mil.

Além disso, o índice de inadimplência é um dos menores de toda a história da Finsol. Apenas 1,5% dos contratos registram atraso no pagamento superior a 60 dias. A média do crédito concedido aos pequenos empreendedores é de R$ 2 mil.

As razões apontadas para esse crescimento são diversas, mas passam principalmente pelo crescimento das classes C e D. “São pessoas que não tinham acesso ao sistema bancário, nem aos modelos formais de financiamento, mas que com o microcrédito passaram a investir em seus pequenos negócios, fazendo a economia girar em suas comunidades”, assinala Marcello Pinto, diretor-geral da Finsol.

Em sua opinião, apesar da tendência da diminuição da oferta de crédito pelos bancos públicos, já sinalizada pelo Governo, o mercado de microcrédito ainda tem um grande potencial. “Mesmo que o Governo pise no freio na concessão do crédito, as instituições privadas devem continuar a investir cada vez mais neste segmento”, afirma.

Estima-se que 13 milhões de microempresários de baixa renda, hoje, no Brasil, ainda não tenham acesso a crédito. São pessoas das classes C, D e E, que possuem pequenos negócios em sua comunidade, como mercearias, salões de beleza, revenda de roupas e cosméticos, mas não têm garantias suficientes para conseguir crédito bancário convencional.

A Finsol adquiriu musculatura para disputar esse segmento. Originalmente criada como uma ONG, a instituição recebeu, neste segundo semestre, autorização do Banco Central para passar a atuar como uma Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e às Empresas de Pequeno Porte (SCMEPP). Como SCM, a Finsol poderá ampliar a captação de recursos para concessão de microcrédito e aumentar a oferta de produtos microfinanceiros para a população de baixa renda.

“A expectativa é, até o final de 2014, ampliar de 63 mil para 90 mil o número de clientes e R$ 110 milhões para R$ 140 milhões o volume de créditos concedidos em todo o Nordeste”, afirma Marcello. A Finsol é a primeira ONG do País a migrar suas operações para o modelo de SCM, regulado pelo Banco Central.







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